O estado emocional das pessoas na quarentena
Olá caros leitores, resolvi falar um pouco sobre esse assunto, porque notei que não estava sendo muito comentado e ele é bastante importante, pois nosso emocional pode afetar nossa saúde física e mental, essa situação não está fácil eu sei, mas saiba que não estamos sozinhos!
Nesse momento é 10 de Junho de 2020, mais dias se passaram e sinceramente parece que tudo está piorando, mas a esperança é a última que morre! Os casos de violência doméstica tiveram um aumento espantoso na quarentena, no entanto fiquei muito feliz de ver que muitas pessoas contribuíram com as denúncias, elaborando várias formas dessas mulheres pedirem socorro na quarentena, dentre elas fazer vídeos falando de assuntos aleatórios e fazer determinados sinais com as mãos, pois já basta o medo do vírus e elas ainda carregam o medo de morrer dentro da própria casa vítimas de um crime covarde!
Além disso, a maioria de nós é afetado emocionalmente de outras maneiras, como por exemplo as crises de ansiedade, na qual percebi ser a mais comum, no entanto nessa fase que estamos começamos a ficar mais sensíveis, acumulando sentimentos negativos, aumento da baixa autoestima, muitas vezes até agravando os quadros para quem sofre de depressão, o isolamento social pode sim causar isso na gente, até porque é natural do ser humano querer interagir, se relacionar.
Organizei os depoimentos de pessoas do meu grupo social com idades variadas sobre o assunto:
- Marcos, 15 anos: "Tô me sentindo como se eu nunca mais fosse sair de casa, tirando para comprar as coisas e as vezes fica parecendo que você é um sacrifício, eu tô com a sanidade boa, afinal eu jogo muito e converso bastante no Whatsapp, eu tô sentindo falta de sair de casa, eu imagino como as pessoas que tem a vida corrida estão se agoniadas, simplesmente eu sinto como se a minha vida tivesse parado, não acontece muita coisa, todos os dias parecem iguais, eu não faço ideia de qual é o dia da semana."
- João Paulo, 18 anos: "É diferente você pensar que tudo depende de você agora, parece que de repente viramos todos adultos, de uma hora pra outra tudo muda, a forma como temos aulas e quase ninguém sabe por onde começar, é como se todos nós estivéssemos perdidos."
- Williana, 33 anos: "Eu oscilo muito, tem dias que são mais difíceis que outros e dias que são mais tranquilos, confiando em Deus, me comunicando com amigos e familiares. Sabendo que temos que ajudar os menos favorecidos economicamente e apoiar o emocional de pai, mãe, tias e os mais velhos."
- Maria Júlia, 16 anos: "Então...nessa quarentena eu comecei a ter mais ansiedade do que o normal, ás vezes chego até a ter crises...ficar em casa por muito tempo me faz pensar muito, e geralmente são pensamentos muito ruins, e isso acaba me levando a crises existenciais. Acabei me afastando de muitas pessoas, até mesmo as mais próximas, sinto insônia de noite, acabo pensando muito, e quando eu percebo já está de dia. Em compensação acabo dormindo o dia todo, ás vezes na intenção de fazer essa fase passar mais rápido."
- Silvana, 53 anos: "Temos que nos reinventar, ressignificar muitas muitas coisas que julgávamos importantes e que hoje vemos que de fato não são. Meu emocional está equilibrado, sem alterações...isso se deve ao fato de procurarmos viver em harmonia, para que juntos possamos administrar as alegrias e tristezas enfrentadas nesse momento de isolamento."
- Vangelis, 19 anos: "Eu acabei com bastante tempo sobrando, então enjoei de fazer a mesma coisa, aí eu comecei a comandar projetos, fazer exercícios e etc. Mesmo assim me sinto bastante sufocado, a saudade de interagir pessoalmente com os amigos e familiares é imensa, a vida com eles é muita mais feliz e sorridente."
- Samuel, 17 anos: "Estou com ansiedade, insônia, medo, muito medo que meus avós e familiares peguem a doença, porque eles são tudo pra mim. Penso também como eu sinto falta de certas coisas, só saio de casa pra ajudar mesmo, além de que observo o comportamento de algumas pessoas e fico com muita raiva, no meio de uma pandemia tem gente querendo fechar o congresso e eu tenho medo que uma ditadura se instale no país. Eu sou estudante e sinto medo do que vai ser do ENEM e do meu futuro, porque eu quero ser médico e ajudar as pessoas, como eu vou ajudar as pessoas se nem vivo eu vou estar? Fora também que, vários produtos que eu era acostumado a usar tive que desacostumar, porque está em falta no mercado. Sinto minha sanidade mental se esvaindo, pois só vejo problemas e mais problemas, penso na população carente, até porque essa pandemia só mostra os problemas que o país já tinha eles só estão se amplificando. Vemos a total incompetência do presidente na escola dos ministros da saúde, pois o ministério da saúde tá sem ninguém que seja da área da saúde, mas estou fazendo o possível para ressignificar minha quarentena, mesmo sendo um trabalho árduo e difícil, ter sanidade mental numa quarentena no Brasil é difícil, MUITO difícil. "
Colhendo todos esses depoimentos e de outras pessoas, vemos que geralmente os mais jovens são mais afetados, tanto pela mudança brusca e repentina de rotina quanto pelo isolamento, é importantíssimo destacar que Não é besteira, o clima do mundo está pesado e todos nós estamos sentindo isso e como pessoas diferentes lidamos com isso de maneiras diferentes.
Algumas formas de amenizar o problema seria procurando formas de se distrair, como por exemplo: tentando novas receitas na cozinha, dinamizando a interação com os familiares e amigos pela própria internet também, ler livros, dançar, cantar, fazer aquilo que você gosta, escrever um blog kkkk, desabafar em um diário ou com alguém que você se sinta a vontade. Não é fácil lidar com a pressão de estudar a distância, toda a carga de sentimentos e pensamentos ruins, mas nunca esqueçam que não estamos sozinhos e vamos conseguir passar por tudo isso juntos!
Para finalizar gostaria de dar o meu depoimento, meu nome é Geovana Letícia. Na quarentena notei que me sinto muito mais ansiosa e muito mais pra baixo, com a autoestima reduzida consideravelmente na questão do dia a dia, como começar a não aprovar nada do que eu faço, mesmo que muitas pessoas digam que ficou bom, me afastando aos poucos das coisas que eu gosto, tendo um turbilhão de emoções e as vezes querendo chorar do nada, me sentindo insuficiente sobre muitas coisas. Nessas situações comprovamos a importância do apoio das pessoas que amamos, espero ter ajudado!
Organizei os depoimentos de pessoas do meu grupo social com idades variadas sobre o assunto:
- Marcos, 15 anos: "Tô me sentindo como se eu nunca mais fosse sair de casa, tirando para comprar as coisas e as vezes fica parecendo que você é um sacrifício, eu tô com a sanidade boa, afinal eu jogo muito e converso bastante no Whatsapp, eu tô sentindo falta de sair de casa, eu imagino como as pessoas que tem a vida corrida estão se agoniadas, simplesmente eu sinto como se a minha vida tivesse parado, não acontece muita coisa, todos os dias parecem iguais, eu não faço ideia de qual é o dia da semana."
- João Paulo, 18 anos: "É diferente você pensar que tudo depende de você agora, parece que de repente viramos todos adultos, de uma hora pra outra tudo muda, a forma como temos aulas e quase ninguém sabe por onde começar, é como se todos nós estivéssemos perdidos."
- Williana, 33 anos: "Eu oscilo muito, tem dias que são mais difíceis que outros e dias que são mais tranquilos, confiando em Deus, me comunicando com amigos e familiares. Sabendo que temos que ajudar os menos favorecidos economicamente e apoiar o emocional de pai, mãe, tias e os mais velhos."
- Maria Júlia, 16 anos: "Então...nessa quarentena eu comecei a ter mais ansiedade do que o normal, ás vezes chego até a ter crises...ficar em casa por muito tempo me faz pensar muito, e geralmente são pensamentos muito ruins, e isso acaba me levando a crises existenciais. Acabei me afastando de muitas pessoas, até mesmo as mais próximas, sinto insônia de noite, acabo pensando muito, e quando eu percebo já está de dia. Em compensação acabo dormindo o dia todo, ás vezes na intenção de fazer essa fase passar mais rápido."
- Silvana, 53 anos: "Temos que nos reinventar, ressignificar muitas muitas coisas que julgávamos importantes e que hoje vemos que de fato não são. Meu emocional está equilibrado, sem alterações...isso se deve ao fato de procurarmos viver em harmonia, para que juntos possamos administrar as alegrias e tristezas enfrentadas nesse momento de isolamento."
- Vangelis, 19 anos: "Eu acabei com bastante tempo sobrando, então enjoei de fazer a mesma coisa, aí eu comecei a comandar projetos, fazer exercícios e etc. Mesmo assim me sinto bastante sufocado, a saudade de interagir pessoalmente com os amigos e familiares é imensa, a vida com eles é muita mais feliz e sorridente."
- Samuel, 17 anos: "Estou com ansiedade, insônia, medo, muito medo que meus avós e familiares peguem a doença, porque eles são tudo pra mim. Penso também como eu sinto falta de certas coisas, só saio de casa pra ajudar mesmo, além de que observo o comportamento de algumas pessoas e fico com muita raiva, no meio de uma pandemia tem gente querendo fechar o congresso e eu tenho medo que uma ditadura se instale no país. Eu sou estudante e sinto medo do que vai ser do ENEM e do meu futuro, porque eu quero ser médico e ajudar as pessoas, como eu vou ajudar as pessoas se nem vivo eu vou estar? Fora também que, vários produtos que eu era acostumado a usar tive que desacostumar, porque está em falta no mercado. Sinto minha sanidade mental se esvaindo, pois só vejo problemas e mais problemas, penso na população carente, até porque essa pandemia só mostra os problemas que o país já tinha eles só estão se amplificando. Vemos a total incompetência do presidente na escola dos ministros da saúde, pois o ministério da saúde tá sem ninguém que seja da área da saúde, mas estou fazendo o possível para ressignificar minha quarentena, mesmo sendo um trabalho árduo e difícil, ter sanidade mental numa quarentena no Brasil é difícil, MUITO difícil. "
Colhendo todos esses depoimentos e de outras pessoas, vemos que geralmente os mais jovens são mais afetados, tanto pela mudança brusca e repentina de rotina quanto pelo isolamento, é importantíssimo destacar que Não é besteira, o clima do mundo está pesado e todos nós estamos sentindo isso e como pessoas diferentes lidamos com isso de maneiras diferentes.
Algumas formas de amenizar o problema seria procurando formas de se distrair, como por exemplo: tentando novas receitas na cozinha, dinamizando a interação com os familiares e amigos pela própria internet também, ler livros, dançar, cantar, fazer aquilo que você gosta, escrever um blog kkkk, desabafar em um diário ou com alguém que você se sinta a vontade. Não é fácil lidar com a pressão de estudar a distância, toda a carga de sentimentos e pensamentos ruins, mas nunca esqueçam que não estamos sozinhos e vamos conseguir passar por tudo isso juntos!
Para finalizar gostaria de dar o meu depoimento, meu nome é Geovana Letícia. Na quarentena notei que me sinto muito mais ansiosa e muito mais pra baixo, com a autoestima reduzida consideravelmente na questão do dia a dia, como começar a não aprovar nada do que eu faço, mesmo que muitas pessoas digam que ficou bom, me afastando aos poucos das coisas que eu gosto, tendo um turbilhão de emoções e as vezes querendo chorar do nada, me sentindo insuficiente sobre muitas coisas. Nessas situações comprovamos a importância do apoio das pessoas que amamos, espero ter ajudado!
Parabéns,arrasou👏👏👏👏👏
ResponderExcluirSim
ResponderExcluirUm apanhando de tudo que estamos vivendo e sentindo...#gratidão
Pelo interesse e por escrever tão bem.